A Humanidade tem percorrido caminho de evolução que
se assemelha ao de uma criança que se desenvolve e cresce
até
se tornar um adulto. Na primeira infância a criança se
sente
no centro do mundo. À medida que se desenvolve,
passa
a perceber a sua família ou o seu grupo familiar como o centro
do
mundo, em seguida a sua rua, o seu bairro, a sua cidade, e assim
sucessivamente.
Desse modo, à medida que sua consciência se expande, ela
pode
chegar a se comover e se indignar com a fome e o sofrimento de pessoas
no outro lado do planeta como se fossem seus irmãos
biológicos.
Do mesmo modo a Humanidade, até os dias de Galileu e Copérnico, julgava que a Terra estivesse no centro do universo. É tão perfeita a ilusão de que as estrelas e o Sol giram ao nosso redor que o Homem levou milhões de anos para se dar conta de que isso não era verdadeiro! Com o desenvolvimento da Mecânica a nossa concepção do universo se ampliou, depois de Newton, e pudemos perceber o quanto é pequenino o nosso sistema planetário, não passando de um grão de poeira em presença da nossa galáxia.